Don’t worry, be happy (as they do in Costa Rica*)
Março 10, 2010
«I never, indeed, wavered in the conviction that happiness is the test of all rules of conduct, and the end of life. But I now thought that this end was only to be attained by not making it the direct end. Those only are happy (I thought) who have their minds fixed on some object other than their own happiness; on the happiness of others, on the improvement of mankind, even on some art or pursuit, followed not as a means, but as itself an ideal end. Aiming thus at something else, they find happiness by the way. Ask yourself whether you are happy, and you cease to be so.»
J. S. Mill, Autobiography
Vejam alguns dados do World Database on Happiness sobre Portugal, um país com um nível médio de felicidade idêntico ao da Mongólia, da Bielorrússia, da Nigéria ou do Djibouti.
*campeão mundial da Felicidade. Pois sim.
Os Óscares
Março 7, 2010
Saia o filme dos estrunfes esta noite como o grande vencedor dos Óscares 2010 e podem considerar criada, planeada e militarizada uma jihad global anti-academia que eu próprio liderarei.
Why, don’t mention it
Março 4, 2010
Como o Belmiro lembrou, este é um dos assuntos que teremos a todo o custo que evitar, sob o risco de não voltar com a dentição completa. E não Inês, não vamos visitar a casa dos Von Trapp.
MCs Macro
Fevereiro 25, 2010
Se entenderem à primeira estão automaticamente qualificados para o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu.
p.s.
Fevereiro 25, 2010
Quem deambular pela biblioteca lá da faculdade e tropeçar no primeiro volume do “History of Economic Analysis” do austríaco Joseph Schumpeter, há-de fazer um simples favor a si próprio: abrir o livro e lá descobrir um dos raros vestígios de humanidade presentes nas incontáveis estantes de literatura da especialidade; no verso da capa, mal colado, alguém escreveu num post-it amarelo:
Coração vou ter aula às seis e já fui. Aproveito e vou tirar umas fotocópias. Bom estudo. Beijinho.
Esta é, tem de ser, devia ser, a nota introdutória de todas as edições da obra. As suas 1184 páginas perdem todo o sentido sem este post-it. Afinal, para o livro também contribuiu uma certa Elizabeth Boody Schumpeter que (e porque não?) também teria por hábito tratar o marido ternamente por coração.
(Quem descobriu esta peróla também revelou ao mundo (a nós os quatro, entenda-se) a promíscua sexualidade de John Maynard Keynes, entre outros tesouros. Estás no bom caminho, Belmiro)
Se Paulo Rangel tivesse andado num colégio americano seria o primeiro geek a ir ao chão num jogo de dodgeball
Fevereiro 18, 2010
Da entrevista ao i:
«Faz amanhã [hoje] 42 anos, está na meia-idade. Era isto que imaginava vir a ser quando era miúdo?
Sempre pensei vir a ser professor. Sempre fui atento, vivi o 25 de Abril intensamente, aos 10 anos sabia a composição dos governos de cor – enquanto os meus amigos sabiam as equipas de futebol.
Lembra-se do 25 de Abril? Tinha 5 anos!
Tinha seis. Lembro-me porque o colégio privado onde estava foi invadido por estudantes do liceu de Gaia. E o meu pai chegou para nos ir buscar ao meio-dia e foi ao RASP [Regimento da Artilharia da Serra do Pilar] buscar o batalhão para identificar os estudantes e para os mandar para casa. E já não tivemos aulas à tarde. Apesar de ter seis anos, lembro-me bem porque num colégio de freirinhas de repente entra uma manifestação de jovens de 15 e 16 anos, aos gritos, e não sabíamos porquê. Nessa tarde a minha mãe acabou de bordar um pullover com dois elefantes vermelhos – que ainda guardo. E depois a família do meu pai foi muito atacada depois do 25 de Abril, tivemos pinturas murais na casa…»
Há alguma alma caridosa experiente em photoshop que ponha o Rangel vestido com uma camisola com dois elefantes vermelhos? Só pela piada.