Esta notícia é espectacular

Janeiro 16, 2010

Câmara de Lisboa vai permitir casais gays nos casamentos de Santo António

Santo António, padroeiro gay? Nem tanto, mas a Câmara de Lisboa vai autorizar a inscrição de homossexuais nos seus casamentos de Santo António, uma cerimónia destinada a promover o matrimónio na cidade, e a que acorrem habitualmente casais carenciados que querem beneficiar dos apoios associados à iniciativa. (leiam o resto, vale a pena)

E é espectacular ver um país à beira da bancarrota com este inabalável sentido de humor. A Portugalidade é este binómio desespero sofrido-alegre leviandade; ich bin ein Portugueisich!

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11 Responses to “Esta notícia é espectacular”

  1. Tomás Says:

    loool
    q espectaculo!!!
    n se preocupem q nao vos vamos roubar o vosso santo antónio nós já adoptamos o nosso padroeiro o são sebastião q é mt mais fofo q o vosso :p q risota

  2. rui Says:

    O que é que tem a suposta ‘bancarrota’ a ver com o assunto?

  3. pedro leitao Says:

    Bem, a previsão da Moody’s de “morte lenta” para a economia portuguesa e a descida do país no rating da empresa. O Público deu um grande destaque a este assunto. A notícia do post em cima estava umas páginas mais à frente, na edição de ontem do jornal. A confrontação dos dois estados de espírito é deliciosa.

    Mas concordo com o “suposta” antes de bancarrota. Como disse o Vasco Pulido Valente também no Público de ontem, para um americano este anúncio tem uma gravidade que quem vive num país em “morte lenta” desde o século XIX não consegue atribuir.

  4. rui Says:

    pois, a Moody’s também não previu um caralho desta crise, não é?

    eu tinha um professor na faculdade (de engenharia) que dizia que os economistas eram um gajos que faziam umas análises super minuciosas e usando uma matemática muito elaborada a partir de uns gráficos feitos a olho. não sei porquê, nunca me esqueci dessa.

  5. Daniela Says:

    eu não percebi nada da notícia… os casamentos de santo antónio não são todos pela igreja? não sabia que havia uma cota para cinco casais não religiosos… lol mas hoje na televisão disse que os gays não iam ser incluídos a cerimónia. sinceramente, nem sei porque é que alguém haveria de querer um casamento de santo antónio, são sempre super parolos :p

  6. pedro leitao Says:

    rui, só somos três mas chegamos para a FEUP toda.

    ;)

    Daniela, segundo me disseram também fazem isso no Senhor de Matosinhos: a Câmara selecciona meia dúzia de casais carenciados e paga-lhes a festa do casamento (civil). Em Lisboa, com esses cinco, passa-se o mesmo.

  7. rui Says:

    He he, era mesmo a Feup, mas a velhinha, na Rua dos Bragas…

  8. Daniela Says:

    viva a rua dos bragas! lol

    hum… está bom, mas então nessa quota do casamento civil faz também sentido meterem gays no meio :p

    pegando no comentário do tomás… não resisto mesmo… mas eu sempre achei que o santo dos homossexuais fosse as calças de cabedal, não o são sebastião xD

  9. rui Says:

    Por falar em VPV, lembrei-me de outra, quando ele disse que a economia actualmente está no mesmo ponto em que estava a medicina no início do século, quando se aconselhavam generalidades do tipo “apanhar ar da montanha” e coisas no género.

    Acho mesmo incrível alguém ainda dar atenção ao que dizem as Moody’s…

    (há coisas sobre as quais sou um bocado chato)

  10. Tomás Says:

    tb é daniela tb é…
    Mas é são sebastião junto ao coração e calças justas no..

  11. pedro leitao Says:

    São Sebastião? Mas não foi o Dom Sebastião que fugiu com um mouro a cavalo e deixou o país entregue às bichas espanholas!?

    Rui, se a Moody’s continua a ter influência no sector financeiro internacional é porque ainda consegue prestar algum serviço com utilidade para os agentes que nele intervêm. Exageros à parte (a “morte lenta”, por exemplo) todos sabemos que o estado português tem dificuldade em cumprir com os seus compromissos financeiros (veja-se os reembolsos de IVA às empresas). Mas sim, estas empresas de rating usam e abusam da sua posição de consultoras e avaliadoras do risco. É preciso repensar a sua importância no sector financeiro (o que não desculpa o comportamento caloteiro dos estados, sobretudo o português).


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