Sobre a Cinemateca

Dezembro 13, 2009

A exibição de Cinema Clássico na cidade do Porto – A extensão da Cinemateca Portuguesa à cidade do Porto (da altura do Circuito, documento obrigatório sobre esta questão)

A Cinemateca Portuguesa tem como apêndice nominativo o cognome “Museu do Cinema”. Museu. Biblioteca. Arquivo público de conhecimento e arte. É essa a função primordial de uma Cinemateca. Ninguém pode exigir outro papel a estas instituições que não o de divulgador da história do Cinema, pelos filmes. Do resto tratarão outras pessoas e entidades: cineclubes, festivais, escolas, exibidores, etc. A Cinemateca, ou outra merda* qualquer com nome diferente mas que cumpra a função mencionada, é condição essencial para todas estas instituições funcionarem em rede. Cada qual com a parte que lhe compete. A Cinemateca não irá asfixiar nem a Medeia, nem qualquer Cineclube, nem tornar o Fantas obsoleto (poderá roubar público à Lusomundo, o que será certamente lamentável). Agora cuidado, há uma série de merdices* que podem comprometer o projecto: questiúnculas organizativas entre Ministério e Cinemateca, localização (a Casa das Artes não tem metro), arquivo (a Casa das Artes não tem centro de documentação/ arquivo de películas), ambições pessoais (há muita gente ligada à Cultura na cidade mortinha por deitar o dente ao bife), problemas de comunicação e divulgação, etc etc. Por último, a Cinemateca não deve ainda esquecer outra coisa. Por ser “do Porto” não significa que se tenha de restringir à área geográfica do município. Lisboa enriquece sozinha, à custa de todo o país. Mas o Porto, não sendo centro de poder político (nem mesmo na região), há muito que se devia agarrar, para não definhar, ao território entre Aveiro e Caminha, Viana e Bragança – sobretudo no que toca a assuntos culturais. Isto porque não há so públicos no Porto, como também não há só cineclubes, exibidores, festivais e escolas no Porto. Há muita vontade de fazer coisas com qualidade aqui, em Braga, na Póvoa, em Cabeceiras de Basto. E se realmente houver criatividade e imaginação é o bastante, seja a 300, 400 ou a 500 quilómetros de Lisboa.

*Disse-o o Lula, digo-o eu.

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