Do as little as possible and that unwillingly, for it is better to receive a slight reprimand than to perform an arduous task.

O lema da família Lewis, segundo Michael Lewis.


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Uma animação que me chegou por um amigo no Facebook:  http://www.88by31.com/flashman/thepeoplesmario.swf (Sergei Eisenstein meets Nintendo 64).

Desmancha prazeres

Novembro 13, 2009

Encontrei ontem uma t-shirt de que gosto particularmente e que andava desaparecida há já demasiado tempo. Comprei-a em Madrid, numa loja meio designish, e tem ao peito um desenho que, no fundo, representa o nosso poder divino no que toca a decidir quantos pintos vão para o tacho e quantos para o aviário (ou seja, os que não chegam a provar o doce sabor da vida e os que são forçados a viver cada dia num autêntico inferno… para depois acabarem no tacho). Achei piada andar com estas provocações morais ao peito, por isso decidi comprar a t-shirt.

Estava a ler um daqueles calhamaços que tenho à cabeceira – e que lá ficam em média durante ano e meio – quando me deparo com o seguinte parágrafo:

«O ser divide-se segundo a potência a o acto. Um ser pode ser actualmente ou apenas uma possibilidade. Uma árvore pode ser uma árvore actual ou apenas uma  árvore em potência, em possibilidade, por exemplo, uma semente dessa árvore. Mas há que ter presente duas coisas: em primeiro lugar não existe uma potência em abstracto; uma potência é sempre potência para um acto; isto é, a semente tem potência para ser azinheiro mas não cavalo, e se a tem para ser azinheiro não a tem para ser pinheiro. Quer dizer que o acto é anterior (ontologicamente) à potência. Como a potência é potência de um acto determinado, o acto já está presente na própria potencialidade. O azinheiro está presente na bolota, e a galinha no ovo, pela simples razão de que não há ovos sem mais consequências, ovos em abstracto, pois o ovo é por exemplo um ovo de galinha, no qual a galinha já está implicada, sendo a galinha que confere a potencialidade ao ovo.»

Já não bastava reduzir a minha reflexão moral sobre o assunto à troça filosófica, como vem também dar uma possível (e irritante) resposta àquele indecifrável enigma da nossa infância com que os adultos gostam de vincar a sua superioridade mental: quem veio primeiro, o acto em potência ou o acto em si? Aposto que o Aristóteles apanhava dos meninos grandes na escola.

Novembro 9, 2009

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«Going back to the example of the oil industry, companies such as Shell, Esso and BP are normally involved in the whole cycle from exploration to refining to sales of petrol at the filling-station forecourt. Consequently, they can spread the costs of the riskiest element (drilling) across the return from the whole process. The Hollywood majors [são sete: Paramount, Universal, Fox, Warner, MGM, Disney e Sony] work on the same principle. They control production and distribution and, in many cases, are also involved in exhibition. This means that not only are the majority of box office revenues accounted for by Hollywood distributors and Hollywood product but the exhibitor’s cut very frequently ends up in the pockets of the US majors rather than with domestic players. So, as with the large oil companies, the expensive risk phase (i.e. production) is covered by total returns to the film company on each phase of the entire and ongoing process of supply to the consumer.

The accumulation of market power stretching across all phases in the vertical supply chain creates a number of important advantages for the US major studios. It ensures wide exhibition and therefore a dominant market position for the supply of their own products. Every film produced, even the failures, can be fed into the distribution business to achieve some earnings.»

Understanding Media Economics, Gillian Doyle (2002)

Gosto particularmente da última frase.

MOVIMENTO PELO CINECLUBE DO PORTO: pela reactivação de uma das instituições culturais mais importantes da história recente da cidade do Porto.

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a cidade agradece.