Melodias de sempre

Outubro 31, 2009

A propósito da conversa sobre o legado da grande Milú, lembrei-me desta cena de ouro do cinema fascista português. Ah, a idade da inocência…

Bingo!

Outubro 27, 2009

É hoje notícia no Jornal de Negócios os constantes e avultados prejuízos que as empresas de bingo do Porto (proprietárias, entre outros, dos antigos Cinemas Trindade, Olympia e Charlot) actualmente suportam, o que deve levar a uma reestruturação do sector do jogo. Uma nova esperança para as antigas salas de espectáculos da cidade?

Fenómeno paralelo aconteceu com os cafés históricos. Depois de uma época de declínio inverteu-se esta tendência e os cafés recuperaram o brilho e o público de outros tempos, sendo actualmente considerados agentes centrais do fenómeno de revitalização da Baixa. Sejam os velhinhos Progresso, Piolho, Aviz, Ceuta, Ateneia, Guarany, Quinta do Paço, Majestic, etc, ou todos os novos espaços da “movida” (que também acontece durante o dia), a verdade é que o público voltou a acarinhar o hábito de “cafezar” pela Baixa.

Libertas as salas dos bingos (Trindade, Olympia e Charlot), das igrejas evangélicas (Vale Formoso), dos parques de estacionamento (Lumière), das danceterias (Julio Diniz), não esquecendo os que estão abandonados (Nun’Alvares) e os que têm programação esporádica fruto de má gestão (Sá da Bandeira e Sala Bebé), poderemos em breve assistir a uma rejeição da habitual ideia que o mercado e os investidores  têm de que há sempre actividades mais rentáveis para estes espaços do que aquelas para as quais foram originalmente concebidos.

O próximo passo do desenvolvimento cultural da cidade passa por aqui, não tenho dúvidas. Haja audácia e ambição para se investir nas velhinhas salas de espectáculos. O público agradece.

Fado travesti

Outubro 25, 2009

morrer-como-um-homem-2-g

A belíssima cinematografia do degredo de Lisboa (ou de Tónia, para o caso é o mesmo).

(entretanto foi anunciado o candidato português ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; a cinematografia portuguesa no seu mais belo degredo…)

ESTIMATED BENEFITS (REDUCED DAMAGES) IN 2010 FROM CLEAN AIR ACT ($ millions)
REDUCTIONS OF CRITERIA POLLUTANTS

Mortality*                               100,000
Chronic ilness
…..Chronic bronchitis              5,600
…..Chronic asthma                      180
Hospitalization
…..All respiratory                        130
…..Total cardiovascular            390
…..Asthma-related ER visits          1

*This is the estimated value associated with the reduction in premature mortality

Source: U.S. Environmental Protection Agency, “The Benefits and Costs of the Clean Air Act of 1990 to 2010”, EPA Report to Congress, Washington, November 1999

Apesar de ser prática corrente em estudos sócio-económicos, ainda sinto algum desconforto quando me deparo com estimativas monetárias de bens como a vida e o sofrimento humano. Como não há mercado para estes activos (por natureza, pessoais e intransmissíveis) o rigor científico obriga a estas tentativas esotéricas que levam a economia para o campo das ciências ocultas.

Qual o valor da felicidade? Como expressá-lo em unidades monetárias? Será o seu custo de oportunidade uma estimativa fiável para o valor da vida humana? Não teremos que a esse valor subtrair o da vida de além túmulo que, para quem nela acredita, é eterna e perfeita e, portanto, o seu valor próximo do infinito matemático? Mas, sendo assim, essa diferença não atribuirá à vida terrena um valor negativo e, supondo-nos seres racionais, a decisão mais lógica não seria acabar com esta vida de utilidade negativa e fruir da outra? Ou, por medo ou falta de fé, teremos de considerar um risco elevado de sermos mal sucedidos?

Vou voltar a estudar e ver se este livro de economia do ambiente me dá alguma resposta.

filmes dementes

Outubro 22, 2009

bscap0000

Desperate Living. O início bem composto não deixa adivinhar o estado de insanidade mental que se agrava, em crescendo, da primeira à última cena do filme. Um génio da demência, este John Waters.

I beg to report, Sir,

Outubro 15, 2009

que a distinta impressão de que havia sido chulado por  um impertinente vendedor de livros de rua ao pagar 5€ por um exemplar do The Good Soldier Schweik mais trocado que uma seringa na prisão se desvaneceu por completo assim que o capelão cristão nascido judeu e convicto ateu Otto Katz tomou Schweik como seu capelão. Eu continuo a saber que fui valentemente chulado pelo arrogante do livreiro, mas quando leio não parece.

Salvem a Elisa!

Outubro 12, 2009

das laranjas assassinas. O objectivo é levá-la, sã e salva, até à sua gamela preferida.

(tangerina é nome de código para membro da jsd)