Shakira Convida

Setembro 28, 2009

ProgamacaoA2

Apareçam.

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Liga dos últimos

Setembro 27, 2009

Porque os partidos sem assento parlamentar também têm o direito de serem esmiuçados, faço agora a seguinte análise:

Com quase 1% da totalidade dos votos temos o PGM, o Partido do Garcia Pereira, (vulgo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses/Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado). Surge assim a extrema esquerda representada em primeiro lugar pelo partido que, no último dia da campanha, disparou nas “sondagens” quando o seu líder foi aos Gato Fedorento. Em nome do país agradeço esse contributo dos quatro comediantes. O saudosista José Manuel também.

Em seguida temos os partidos “moderadamente radicais”, o MEP, PND e MMS, com percentagens entre os 0,45% e 0,30%. Os representantes dos três partidos, respectivamente Laurinda Alves, Manuel Monteiro e o Rajá da Cochinchina, já prometeram reunir-se para discutir a fusão dos num só Partido Católico (já que não conseguem enganar ninguém com as siglas de palavras bonitas).

O casamento político do ano foi o do Movimento Partido da Terra com o Partido Humanista, agora conhecido como Frente Ecológica Humanista (com quem o Belmiro já travou conhecimento), que não é mais que uma CDU dos pequeninos – comunismo e ecologismo lado a lado, com o primeiro a subjugar o segundo como manda a ordem natural das coisas.

Finalmente a ala radicalo-fundamentalisto-terrorista é liderada pela extrema direita “morte aos imigrantes, paneleiros e badalhocas que fazem abortos” do fascista PNR e do Partido Pró Vida, com respectivamente 0,21 e 0,15%, seguidos da extrema esquerda “morte às nano-mini-micro-piquenas-e-médias-empresas-que-das-grandes-trata-o-bloco-e-o-PC” do PTP e do POUS, ambos com 0,08%.

Foi a análise dos 6,74% de votos dos Portugueses que não acreditam na conspiracentrão do voto útil ou, se quisermos, da percentagem que daria ao Bloco deputados suficientes para ultrapassar o CDS (mais coisa menos coisa).

Meio gás

Setembro 23, 2009

Até 11 de Outubro deverei limitar-me a posts curtos e inconsequentes como o anterior, por me ver embrenhado nos meandros da política local. Mas por uma boa causa, claro.

O be-a-bá do dinheiro

Setembro 23, 2009

Isto foi hoje mostrado na aula de Economia Monetária. A partir segunda-feira a cadeira será leccionada pela Luciana Abreu.

A Invasão já começou

Setembro 23, 2009

Hoje fui abordado na rua de Cedofeita por um homem com um maço de folhetos na mão: “Nas próssimas eleiçoens bote frénte ecológia e humanissmo”, disse ele no português acastelhanado que aqui transcrevo impecavelmente. Eu disse-lhe, “Está bem, obrigado.” (Nunca tenho a presença de espírito necessária para reproduzir a resposta que já ouvi darem a uma oferta do jornal eleitoral do BE: “Não obrigado, eu sou de direita”. Ademais, acho que não cumpro um número de requisitos para poder em verdade dizer que sou de direita.) A fronteira Norte já foi violada pela horda castelhana, que nos tenta tomar por via pacífica e democrática, mas nada há a temer, para já. A julgar pelo número de panfletos espalhados pela rua num raio de dez metros do espanhol militante, os portugueses não vão votar em nenhum partido ecológico.

Alice

Setembro 18, 2009

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Ouvir em dias chuvosos e demasiado ventosos para que as perspectivas apresentadas depois da abertura das janelas não sejam suficientemente aterradoras para elas se manterem fechadas. 1 2 3

Conjuntura Actual

Setembro 15, 2009

De todos os que me afligem, o meu problema mais premente são as preferências musicais dos vizinhos: estou entalado entre a Avril Lavigne do esquerdo e o speed metal não identificado do direito (aqui o prédio é horizontal). Nenhum dos partidos políticos com assento parlamentar me parece dar uma resposta adequada ao predicamento em que me encontro.

Num mundo perfeito eu não teria de ouvir quer a pop inane de Lavigne do esquerdo quer o negrume avassalador do direito, num stereo devastador para as minhas meninges e aproveitamento escolar num futuro próximo. Mas eu sei que a política é a arte do possível, e, se obrigado à escolha, dava-me por satisfeito se algum partido conseguisse vedar o acesso dos metaleiros do direito à rede eléctrica nacional. A proposta está inexplicavelmente ausente dos programas de todos os partidos.

Se eu conseguisse estabelecer uma correspondência entre o espectro político-partidário que me ataca na rua com cartazes e o espectro pop-musical que me ataca em casa com decibéis, a tarefa de dia 27 saía muito facilitada, em favor daqueles que mais afinidade com Lavigne cultivassem. Mas por mais voltas que dê à cabeça não consigo adequar Louçã ou Portas – os extremos do espectro político-partidário – a Lavigne ou ao metal – os extremos do assalto sónico de que sou alvo. A política está divorciada das reais necessidades da nação, e eu talvez vá lá desenhar um pirete.