Parolice

Junho 27, 2009

Entrevista de Luís Filipe Menezes ao jornal i. Quando questionado sobre a sua relação (política?) com Rui Rio:

i: Nunca os vi do mesmo lado!

L.F.Menezes: É verdade. E não é fácil estarmos. Não tem a ver com divergências políticas, ideológicas…

São questões pessoais?

Idiossincráticas. Somos pessoas que têm filosofias de vida completamente diferentes – ambas respeitáveis. Não se deve misturar água com vinho tinto. É estragar a água e estragar o vinho tinto! Eu gosto muito de ler livros, adoro Graham Greene, Hemingway, Saul Below. Adoro cinema. Tenho milhões de filmes. Perco muito tempo sem trabalhar para ir ao cinema. Adoro guiar carros (karts), subir montanhas. É a minha maneira de ser, admito que outros possam gostar de outras coisas, ser mais contemplativos. Às vezes, as diferenças de idiossincrasia são tão profundas que não permitem que duas pessoas sejam amigas. É normal.

Mas sendo presidentes de dois municípios vizinhos têm de trabalhar juntos, têm de se encontrar?

Por acaso nunca nos encontramos…

(Luís Filipe Menezes e Rui Rio estão à frente das respectivas câmaras há oito anos)

Governabilidade

Junho 27, 2009

Ainda sem consultar a Visão, apenas me fiando no que foi dito no Governo Sombra de ontem, declaro-me “entusiasmado” com a sugestão de Pedro Mexia para Ministro da Cultura, num potencial governo formado por Manuela Ferreira Leite. Esta ideia conta com o meu apoio e as minhas melhores intenções, desde que ele se mantenha fiel às suas:

Contactado pelo JPN [acerca da criação de uma delegação da Cinemateca no Porto], o subdirector da Cinemateca, Pedro Mexia, disse que esta é uma das suas “intenções” desde a tomada de posse, mas que “a ideia ainda não foi discutida”. Pedro Mexia, em funções há um mês, tenciona estabelecer “uma colaboração com o Porto” de forma a “descentralizar” a Cinemateca. JPN

Sabendo que sou suspeito de um bairrismo doentio, declaro também que defendo a descentralização dos serviços culturais públicos de Norte a Sul, e não a bi-polarização destes entre Porto e Lisboa (ao contrário do que alguns poderiam pensar). Mas o Porto não deixa de ser a segunda cidade do país…

Googling (2)

Junho 26, 2009

Ao pesquisador, ou pesquisadora, que aqui chegou à procura de “capas playboy portugal”: como já deve ter reparado, só cá temos a primeira. Deixe-me recomendar-lhes este excelente serviço: as capas da edição portuguesa estão lá ao lado de todas as mamas e rabos com que a Playboy já agraciou os quiosques de todo o mundo. Impagável arquivo. Não se assuste quando encontrar Ernesto Guevara na capa da edição japonesa. Parece que eles lá seguem uma linha editorial um bocado diferente.

Noto também que o Google começa a ultrapassar Deus como receptor de pedidos claramente só ao alcance de entes omniscientes. De outra forma ninguém buscaria “a gaja dá a cona em menos de um minuto”. Parece-me que a resposta a esta prece se encontra no porta-moedas.

No Público de hoje

Junho 20, 2009

“Aluno morreu por causa de praxe, conclui tribunal”

20.06.2009

O Tribunal Cível de Famalicão considerou ontem provado que um membro da Tuna da Universidade Lusíada morreu durante uma praxe ao ser atingido na “nuca” com uma revista. A posição foi expressa pelo juiz José Manuel Flores, responsável pelo processo cível, ao dar a conhecer a resposta a 51 quesitos. O relatório da autópsia refere que o estudante Diogo Macedo sofreu “fractura da 1.ª vértebra cervical, arco posterior, com hematoma extenso no cerebelo direito”, podendo ter sido provocada pela agressão sofrida no interior do edifício da universidade. (…)

A morte deste aluno, com 21 anos à data dos factos e a frequentar então o 4.º ano do curso de Arquitectura, não deu lugar a qualquer processo-crime. O caso ainda foi investigado pelo Ministério Público de Famalicão, que acabou por o arquivar em 2004, alegando falta de provas. A sentença do processo cível deverá ser comunicada às partes ainda antes das férias judiciais.

À vossa consideração.

Casablanca por

Junho 18, 2009

Francis Ford Coppola

Quentin Tarantino

Spike Lee

George Lucas

Naturalmente fruto do génio de

Na página 93 da edição portuguesa de 1973 de Slaughterhouse-Five, o tradutor sentiu a necessidade de explicar o sentido da palavra “7-Up” numa nota de rodapé que hoje é um anacrónico artefacto cómico:

Refrigerante americano do tipo limonada.

Fido, esse perigoso agente subversivo, nunca recebeu o visto para atravessar a fronteira. Eu, que nunca senti directamente os efeitos do isolacionismo imposto pelo Sr. Salazar (actualmente em convalescença do acidente sofrido numa banheira, que a SIC transmitiu), apanho em notas de rodapé cacos dessa redoma de 48 anos.

De resto, Slaughterhouse-Five foi uma ligeira desilusão. Como noutros casos de romances apoiados num consenso crítico alargado, ou na minha percepção desse apreço universal pela obra, atribuo-a à minha ignorância. Quando me estou a sentir particularmente desanimado com a minha ignorância, culpo o tradutor.

Adenda: aturada pesquisa na Wikipédia (0,7s) informou-me que Fido Dido só foi criado em 1985, o que me foderia aquele quarto parágrafo, se este estaminé tivesse alguma espécie de compromisso com a verdade.

Já estes descobri-os há pouco tempo, no dia de Santo António acho.

http://www.myspace.com/virgemsuta