Serviço público personalizado

Fevereiro 24, 2009

Tomás, as aulas começam infelizmente amanhã.

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Oscar

Fevereiro 24, 2009

O Slumdog devia ser nomeado ao prémio nobel da Paz. Pareceu-me ver a Kate Winslet acenar, entre lágrimas e garrafas de champô, um up yours à Meryl Streep. A Beyonce tem ancas de boa parideira. O Peter Gabriel fez bem em não aparecer (quanto faltará para a Academia reconhecer o bailarico português?). O Gus Van Sant que se lembre que o Hitchcock nunca recebeu um Oscar, e nem todos têm a sorte de o ter postumamente depois de tomar “por engano” demasiados comprimidos para adormecer. Blasfémia!: a santa estatueta empinada na ponta do nariz de um equilibrista francês – porventura o momento menos chato da noite. Pareceu-me ter visto o Apu dos Simpsons quando o cast do Slumdog subiu ao palco para receber o último Oscar da noite. O Pedro Duarte tem razão: o Twitter rula.

Mais que as mães

Fevereiro 20, 2009

Penso que pela primeira vez na história do Porto, concorrem aos destinos da cidade dois candidatos licenciados pela Faculdade de Economia do Porto. Digam-me agora se isto é sinal de valor para tão distinta instituição, ou apenas uma infortuna coincidência do acaso. Uma coisa é certa: são ambos exímios jogadores de King.

Fantasporto

Fevereiro 17, 2009

Finalmente livre, oficialmente de férias. Já não era sem tempo! Vamos mas é ao Fantas que já a procissão vai no Rivoli.

Infelizmente, falta este ano ao festival aquela salinha decrépita e raquítica onde é costume passar-se os filmes mais undreground ou de séries de culto (j=B,C,…Z). Teve ela lugar durante muito tempo no Carlos Alberto, depois no Passos Manuel e no Sá da Bandeira. Este ano parece que há umas sessõezecas, nada que valha um chavo, nas salas da Zon Lusomundo (“e você, está on?” – slogan mais azeiteiro de sempre, ou é só impressão minha?). O cinema quer-se é na Baixa, com sessões de “Meet the Feebles” às duas da manhã no Sá da Bandeira, ou surreais matinés de “The Rocky Horror Picture Show” na mesma sala ex-pornógrafa.

Do programa: é notavelmente mais fraco que o de anos anteriores. Desde logo falta um Kim Ki-duk. Depois, a ausência da já referida colecção de pérolas freaks. Mas esmiuçando bem o programa, escapam alguns filmes que merecem, senão que os veja, que os tenha nisso em consideração.A começar pelo de abertura, “Che” do Soderbergh, (o que aí virá…), sendo o único impedimento a fila para comprar os bilhetes – a premiere suscita sempre aquela obcessão pelo glamour hollywoodesco que leva tanta gente aversa ao espírito do Fantas a marcar presença nessa noite. “Vanaja”, vindo da Índia, melhor primeira obra em Cannes, parece uma boa oportunidade para descobrir uma nova cinematografia de world cinema. “Absurdistan”, do alemão Veit Helmer, realizador de Tuvalu, grande sucesso no festival há uns anos atrás. “Astropia”, da Islândia, mais numa de ver uma Miss nórdica transplantada para o universo geek de Dungeons & Dragons. “Hansel & Gretel”, made in Coreia do Sul, horror em cores saturadas e comilanços de cabeça à boa maneira oriental. “Palermo Shooting”, do Wim Wenders, que não poderei ir ver mas, amigos, se tiverem a oportunidade, façam por isso – aposto vinte e cinco tostões como vale a pena. “Delta”, da Alemanha, prémio da crítica em Cannes – quem sabe se não virá aí uma neue Woge do cinema alemão. Finalmente, toda a filmografia do mestre italiano do terror Mario Bava, ou toda aquela que puder apanhar até sexta. Perdi a oportunidade de ver o “Metrópolis” no grande ecrã. Paciência, passamos na faculdade!

Per un pugno di film

Fevereiro 11, 2009

Nos meus últimos posts tenho mandado umas bocas vagas e ambíguas sobre os filmes que andam por estes dias na ribalta. Vou aproveitar, se não se importarem, este espacinho que me dão para descrever algumas percepções pessoais sobre os mesmos.

Milk. Tendo já visto o seu mais feroz concorrente ao Oscar de melhor filme (já lá vamos), apresento-o definitivamente como meu cavalo aos prémios da noite de 22. É um biopic, lá isso é. Mas sobre a vida de um movimento, de uma luta de milhares. Harvey Milk é apenas a redução humana desse colectivo. Tudo se confunde entre essas duas ópticas – os impulsos, as ambições, as frustrações. Ou não tivesse o Castro igual projecção e spirit que a do homem que dá nome ao filme. Pela realização madura do Van Sant se percebe o cuidado com o equilíbrio estrutural, com a homenagem documental da História, com o moldar da lenda “Milk” evitando tentações épico-melodramáticas. Muito mais poderia dizer, mas fico-me por aqui; quem quiser que gaste 4€ e vá ver um filme de gays (vá lá, o síndrome Brokeback Mountain não corroeu assim tanto as receitas de bilheteira). (9/10)

Vicky Cristina Barcelona. Não chega aos calcanhares do Match Point. Este continua isolado como obra de mestre na recente filmografia do Allen. VCB é mais um Scoop, produto “bonito” de um génio na reforma (ou em stand by?), despretensioso, que nos quer contar uma história, que nos mostra cenas, planos (e actrizes) bem feitos (as). Nem Barcelona nem Londres conseguem substituir a Nova Iorque alleniana, e já vai chegando a altura de deixar cair a pose de turista perdido de amores pela Europa e de voltar para casa. Afinal de contas, já passaram quase oito anos e Nova Iorque há muito que ultrapassou o trauma nine eleven. Excelentes interpretações dos actores espanhóis. E que sexy, Penélope smoking. (7/10)

Slumdog Millionaire. Vamos lá a isto. Primeiro, devo confessar a pena que tenho por ver o mundo desprovido de mais uma promessa do cinema de autor – ou não tivesse o senhor Danny Boyle descoberto recentemente as maravilhas do filme “chapa 5”, o mesmo canto da sereia que seduziu o senhor Iñarritu (meu Deus, quantos mais se seguirão…). O início de SM aparenta um “Cidade de Deus” à la indiana; e como seria interessante ver esse híbrido projecto no ecrã. Mas fica para a próxima, o realizador está mais interessado em brincar com os efeitos visuais cool que deve achar serem receita para tudo. A história é a mais lamechas que vi desde Austrália, o que não teria mal nenhum se tal fosse declaradamente assumido, em vez de se esconder atrás de uma atmosfera “dura”, semeada pelo tráfico humano, corrupção, crime organizado e por aquela miséria terceiro-mundista que tira o sono tanta a gente. É que além de lamechas, o filme faz por ser o mais politicamente correcto. Nem tudo é mau, claro. O Boyle tem jeito para a lamechice (quem diria, depois de Trainspotting) e o romance adolescente trágicamente interrompido consegue dar o boost ao filme para aguentar com atenção o festival de flashbacks e flashforwards sempre iminentes (o Boyle diverte-se com estas coisas) que saltam entre o programa de televisão, a infância do puto e o interrogatório na esquadra. Enfim. Fica a memória do bom filme que poderia ter sido, se a parafernalia de floreados visuais, a estrutura rocambolesca e a indefinição artística da realização não tivessem comprometido fatalmente essa hipótese. (6/10)

PS: A programação do Fantasporto já foi anunciada, aqui. O próximo post fica reservado a esse assunto. Meto agora o Lauro Dermio na gaveta e calo-me.

Fevereiro 10, 2009

Agradecemos o link do Coisas Espantosas, e retribuímos. O facto de sermos linkados é em si mesmo uma coisa espantosa.

Everybody’s Doing Something

Fevereiro 10, 2009

Sempre que, desajuizadamente, revelo que tenho um blogue, segue-se inevitavelmente: “Sobre quê?”

Nesse momentos recorro sempre ao mesmo autor para me ajudar a explicar.

Talvez nós não tenhamos something here, e o palco do brainstorming não foi o Monk’s mas o bar da faculdade, mas de resto, é tal e qual.